Hábitos e Identidades

Mudar de hábitos é muito difícil e você provavelmente já percebeu isso.

Nós todos queremos nos tornar pessoas melhores – mais fortes e mais saudáveis, mais criativos e mais qualificados, ser um amigo melhor ou membro da família mais presente e atencioso.

Mas mesmo se conseguirmos nos inspirar, nos motivar e começar a melhorar, é muito difícil continuar com os novos hábitos e comportamentos. É mais provável que no próximo ano você estará fazendo a mesma coisa ao invés de ter um novo hábito.

Tenho um amigo próximo que é muito bom em lembrar os nomes de pessoas que conhece casualmente.

Recentemente, ele me contou uma história que aconteceu quando ele estava na escola. Ele se mudou de cidade e era seu primeiro dia na escola. Como de praxe no início do ano, o professor andou pela sala perguntando o nome de cada um dos alunos para que todos se conhecessem. No final, o professor perguntou se alguém conseguia se lembrar do nome de todos.

Meu amigo levantou sua mão e começou a falar os nomes (certos) de mais de 30 pessoas. O pessoal na sala estava abismado e o cara ao seu lado disse: “Eu não conseguia sequer lembrar o seu nome.”

Ele disse que o momento foi uma experiência afirmando para ele que simplesmente “Eu sou bom em lembrar nomes das pessoas.”

Ainda hoje, ele é ótimo para lembrar os nomes de quem encontramos.

O que eu aprendi com essa história e outras que coletei durante muito tempo é que; a fim de acreditar em uma nova identidade, temos que provar para nós mesmos.

Agora acredito que a chave para a construção de hábitos duradouros está no foco da criação de uma nova identidade. Seus comportamentos e hábitos atuais são simplesmente um reflexo de sua identidade atual. O que você faz agora é uma imagem espelho do tipo de pessoa que você acredita que você é (consciente ou inconscientemente).

Para mudar o seu comportamento, você precisa começar a acreditar em coisas novas sobre si mesmo. Imagine como costumamos definir metas. Podemos começar dizendo “Eu quero perder peso “, “Eu quero ficar mais forte.”, ou se for mais específico pode dizer: ” Eu quero perder 20 quilos ” ou “Eu quero fazer agachamentos com 120 kg. ”

Esses objetivos estão centrados em torno do nosso desempenho e nossa aparência e mesmo sendo ótimo querermos melhorar, não são a mesma que Hábitos. Se você já tem um hábito, então esses tipos de objetivos podem ajudar a levá-lo para um nível melhor. Mas se você está tentando começar um novo hábito, acredito que seria muito melhor começar com uma meta baseada em sua identidade.

Cada ação que você executa é impulsionada pela crença fundamental de que isso é possível mudar seu comportamento e hábitos. Se você mudar a sua identidade (o tipo de pessoa que você acredita que você é), então é mais fácil de mudar suas ações.

Manter novos hábitos é difícil na maioria das vezes porque não provamos a nós mesmos que temos uma nova identidade que inclui aquele hábito que construímos, isso ocorre principalmente quando os objetivos de aparência ou performance são priorizados e não a mudança do hábito.

Para isso existem duas etapas.

1. Decidir o tipo de pessoa que você quer ser.

2. Prove para você mesmo com pequenas ações.

Enfatizo o quanto é importante começar com passos incrivelmente pequenos. O objetivo não é alcançar resultados num primeiro momento, o objetivo é se tornar o tipo de pessoa que pode alcançar essas coisas.

Por exemplo, uma pessoa que treina de forma consistente é o tipo de pessoa que pode tornar-se forte. Desenvolva a identidade de alguém que treina em primeiro lugar e, em seguida, passe para o objetivo de desempenho e aparência depois. Abaixo alguns exemplos de identidades e como as construir através de pequenas ações diárias.

Quer perder peso ?
Identidade: Tornar-se uma pessoa que se move mais a cada dia.
Pequenas Ações: Compre um pedômetro (ou instale um app de pedômetro). Ande 50 passos quando você voltar do trabalho. Amanhã , ande 100 passos. No dia seguinte, 150 passos. Se você fizer isso 5 dias por semana, e adicionar 50 passos a cada dia, então até o final do ano, você vai estar andando mais de 10.000 passos por dia.

Quer se tornar um escritor melhor ?
Identidade: Tornar-se uma pessoa que escreve mil palavras por dia.
Pequenas Ações: Escrever um parágrafo a cada dia da semana. A cada semana seguinte, incrementar para mais um parágrafo.

Quer ser forte?
Identidade: Tornar-se uma pessoa que nunca perde um treino.
Pequenas Ações: Fazer 5 flexões todos os dias. Incrementar mais 5 a cada semana seguinte.

Quer ser um amigo melhor?
Identidade: Tornar-se uma pessoa que fica sempre em contato.
Pequenas Ações: Ligue para um amigo, todos os sábados. Se você repetir as mesmas pessoas a cada três meses, você vai ficar perto com 12 amigos ao longo do ano.

Se você quiser ficar motivado e inspirado, então sinta-se livre para assistir a um vídeo do YouTube, ouvir a sua música favorita, e fazer P90X. Mas não se surpreenda se você desistir depois de uma semana. Você não pode confiar em estar motivado o tempo todo, você tem que se tornar o tipo de pessoa que você quer ser, isso começa com a revelar sua nova identidade para si mesmo.

Se você deseja fazer uma mudança, então eu digo parar de se preocupar com os resultados e começar a se preocupar com a sua identidade. Torne-se o tipo de pessoa que pode conseguir as coisas que você deseja alcançar. Construa o hábito agora e os resultados virão.

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Desafio: Sem produtos industrializados

Estou fazendo um novo desafio a mim mesmo.
Estou tentando (e conseguindo) não comer produtos industrializados ou processados industrialmente, até o momento, tenho conseguido normalmente com algumas exceções.

Iniciei na semana passada e somente por duas refeições das oito realizadas que eu não segui esse desafio.

Próxima semana vou ser mais rígido e tentar novamente.

Isso começou como uma idéia de ser mais auto-suficiente e talvez conseguir plantar os meus próprios alimentos deixando assim minha pegada de CO2 menor.
Já fiz algumas pesquisas e é possível fazer plantações urbanas, especialmente nos topos de prédios e em parques abandonados, eu vou tentar ainda isso, mas antes preciso testar a alimentação e ver quais alomentos realmente são nutritivos, necessários para uma boa saúde e possíveis de plantar num país tropical.

A sindrome do E Se

Nossa vida fica as vezes cheias de coisas e lixos que não vamos precisar as vezes porque não fazemos uma escolha lógica do que iremos guardar e do que podemos dispensar.

A síndrome do E Se consiste na velha sindrome que nossas mães nos ensinaram ao nos obrigar que levássemos o casaco porque E Se chovesse, ou E Se fizesse frio.

Abra sua gaveta, seja de sua casa ou seja de seu trabalho e veja agora mesmo todos esses objetos e coisas que você guarda só para o E Se. Que tal fazer uma limpeza? Principalmente no que você carrega na sua mala ou bolsa. Você está levando peso para todo o lugar que você vai só para se resguardar de algo que tem uma mínima probabilidade de acontecer.

Esse questionamento de “O que realmente preciso?” acredito que temos de fazer a todo momento que há uma decisão em nossas vidas. Sempre o que precisamos vai ser simples, se estiver complexo e atulhado, pense denovo.

Deixe de carregar esse peso (físico e quem sabe emocional) e pare de se preocupar com o que vai acontecer, você não tem controle algum. Você gosta de pensar que tem. E teme muito o dia em que perceber que não tem.

Deixo os E Se onde eles precisam ficar. Nos E Se.

Simplifique, Sempre.

Acredito que a parte mais difícil de simplificar a vida não é limpar armários, deixar sua casa livre de tranqueiras ou limpar so desktop de seu computer. Mas é se livrar de todos os galhos emocionais que carregamos durante a vida.

Vamos supor que você tem um porta-retratos velho (vaso, camiseta, sapatos, etc.) em sua casa. Se isso for só uma coisa que você comprou em uma liquidação talvez você possa jogar imediatamente no lixo e não se importar com isso. Mas como vamos lidar com isso se é algo que possui valor emocional? Algo que ganhou de sua bisavó e está passando pelas gerações talvez? Se separar dessa coisa (mesmo que você não goste muito) torna-se mais difícil.

Outra parte difícil de simplificar a vida para muitos é que imediatamente você está indo contra a aprovação social. Estamos tão acostumados com o padrão de ordem das coisas e certos valores culturais que nós nem duvidamos deles. Ingenuamente assumimos que SIM! Precisamos de uma TV com mais de 200 canais porque todos têm uma. Fazemos atividades sociais, porque todo mundo faz, e assim vai.

Mas como podemos simplificar tudo isso e ficar equilibrados?

– Não tente ser aprovado socialmente

Nossas vidas são atarefadas e cheias de responsabilidades que nós pensamos que são importantes porque são tradição em nossa cultura. A maioria dessas regras sociais são somente tranqueiras em nossas vidas e gasto de recursos valiosos. Identifique os seus verdadeiros amigos, vejam com quem gostaria de passar tempo de qualidade e esqueça os 800+ amigos do facebook e MSN. Passe tempo com quem não te julga e não julgue.

– Não assista TV.

Muitos acreditam que precisam sim ter 200 canais a sua disposição na ponta dos dedos, mas só se enganam, mesmo que pudéssemos gerenciar todos esses canais de informação, nosso tempo seria inteiramente consumido por somente isso. Faça um cálculo simples e verá que não precisa gastar centenas de reais anualmente e nem gastar seu valioso tempo que poderia passar criando algo, conversando, curtindo tempo com sua família ou estudando. Se estiver querendo assistir um bom filme, alugue um DVD ou vá ao cinema.

– Presentes

Eu pessoalmente não gosto de receber presentes como roupas ou decoração, eu acho que é uma invasão a minha privacidade e possibilidade de escolher as minhas vestimentas/decoração. Deixe claro para quem quer te dar um presente das coisas que não gosta de receber de presente.
Dê presentes funcionais como livros, passeios ou experiências. Se souber de alguma necessidade específica ou se foi requisitado um tipo específico de presente, não há porque não atender.

– Tranqueiras

Não deixe sua casa ser o depósito de ninguém! Compre somente o que PRECISA, esqueça o cartão de crédito/débito em casa quando for comprar e leve somente o dinheiro que pode gastar, e vá as compras com objetivos. Eu sou bastante sensível a fotos, eu adoro fotografia e todas as fotografias as quais já tirei, mas achei nos albuns digitais uma maneira de me livrar das fotos físicas e de deixar essas memórias gravadas de maneira permanente em um local seguro.